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O Governo do Estado do Ceará, através da COETI/SEPLAG em cooperação com a FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará, tem proposto uma metodologia para migração para plataformas de Software Livre a ser seguida pelos seus diversos órgãos. Esta metodologia distingue duas classes de softwares, para as quais entende-se existirem premissas diferentes a orientar o processo de migração e, consequentemente, ações distintas a serem executadas:

  • Sistemas legados: sistemas institucionais, desenvolvidos pelo órgão ou adquiridos de terceiros, relacionados diretamente a sua missão ou a demandas relacionadas aos seus processos internos mais particulares;

  • Aplicativos proprietários com similar livre compatível: pacotes de software de uso geral, alguns dos quais foram homologados pelo governo através da resolução n. 8 de 2008 . São estes: Joomla ou Zope/Plone, para gerenciamento de conteúdo; BrOffice para ferramenta de escritório (editor de texto, planilha eletrônica); Postgree e MySQL, para Bancos de Dados; QMail/Horde para colaboração e mensagens eletrônicas; e o Linux, para sistema operacional de estações de trabalho e servidores;

A seguir, algumas considerações sobre a metodologia de migração dessas classes de softwares. Para uma visão mais detalhada, recomendados os guias metodológicos elaborados:

1. Migração de Sistemas Legados

A migração de sistemas legados para plataformas de Software Livre tem sido considerado o fator crítico na migração de plataformas de tecnologia da informação (TI) de instituições públicas e privadas. De fato, não há consenso sobre uma metodologia sistemática para migração, em especial quando consideramos as peculiaridades de ambientes em órgãos públicos heterogêneos. O profissionais envolvidos neste processo devem basear-se em principalmente

  • nas experiências de migração de aplicativos legados para plataformas de Software Livre de outras instituições públicas, em âmbitos estadual e federal, para isso sendo fundamental a existência de documentação destas;

  • na experiência dos membros da equipe técnica em migrações anteriores, mesmo entre plataformas proprietárias;

  • no conhecimento do corpo técnico sobre as características dos aplicativos, bem como a existência de documentação sobre estas;

  • na experiência e formação do corpo técnico, fatores essenciais para boa intuição e bom senso na tomada decisões sobre aspectos desconhecidos do processo;

  • na colaboração entre os órgãos, sendo para isso importante a implantação do Portal do Software Livre do Governo do Estado do Ceará, onde serão disponibilizados mecanismos de comunicação e colaboração para os corpos técnicos dos órgãos empenhados no processo.

Destacamos com especial ênfase o último item. A adoção de plataformas abertas, conceito que transcende e inclui o conceito de Software Livre, pressupõe a inserção de uma cultura de colaboração na(s) instituiçõe(s), de forma que é fundamental para os gestores de TI dos órgãos incentivar mecanismos que facilitem a colaboração entre os membros da sua equipe.

A migração de sistemas legados está programada, conforme esta metodologia, para ser cumprida nas seguintes etapas:

  1. Levantamento e diagnóstico da situação atual;
  2. Formalização das possibilidades de migração;
  3. Formalização das ações de migração (plano de migração);
  4. Execução do plano de migração (com acompanhamento da COETI e do Núcleo de Prospecção em Software Livre recentemente constituído com apoio da FUNCAP).

Na construção de seus planos de migração, os órgãos são acompanhados na elaboração de dois documentos:

  • Diagnóstico, cobrindo as etapas 1 e 2 da metodologia;
  • Plano de Migração, cobrindo a etapa 3 da metodologia.

O documento de Diagnóstico, anterior ao Plano de Migração em si, tem sua importância ao fornecer a equipe técnica da SEPLAG os subsídios necessários para orientar cada órgão na elaboração dos seus planos de migração, bem como fornecer instrumento para acompanhamento dos processos de migração. O Governo do Estado entende que a execução com sucesso do processo de migração é diretamente dependente de um planejamento adequado, com previsão de riscos possíveis e definição de ações corretivas e planos alternativos, algo que encontra-se previsto na metodologia.

Maiores informações sobre a metodologia pra migração dos sistemas legados, consulte Guia para Elaboração de Planos de Migração para Software Livre de Aplicativos Legados.

2. Migração de Aplicativos Proprietários com Similar Livre Compatível

A migração de aplicativos proprietários deve ser realizada conforme as seguintes etapas:

1. Formação da equipe técnica:

Refere-se a escolha dos profissionais que conduzirão a elaboração dos planos de migração. Em particular, estes devem ter familiaridade com plataformas de software livre e/ou propensão a atividades de prospecção tecnológica, tendo em vista a necessidade de estudar alternativas aos softwares proprietários existentes, o que exige a avaliação de suas características.

2. Levantamento de informações:

Especialmente aquelas relativas a descrição dos casos e modos de uso do software a ser migrado; a caracterização dos usuários; o estudo do acoplamento do software com outros softwares existentes no ambiente de informática do órgão; a caracterização do parque computacional, no que diz respeito a quantidade e, principalmente, a capacidade dos equipamentos disponíveis;

3. Diagnóstico da situação atual:

Diz respeito a identificação de restrições e entraves ao processo de migração, a partir das informações obtidas no levantamento (item 2). Devem ser observados aspectos técnicos, humanos e organizacionais, muitos dos quais são particulares ao órgão.

4. Estudo de alternativas de migração:

Com o conhecimento obtido no diagnóstico, o órgão é capaz de estudar alternativas de migração, atividade bastante influenciada pela familiaridade do corpo técnico responsável com as plataformas de software livre e com atividades de prospecção tecnológica. O estudo de alternativas de migração envolve a analise de riscos relacionados ao software migrado e aos custos do processo de migração segundo a alternativa abordada. Ao final, o órgão deve explicitar a alternativa de migração a ser adotada, dentre as alternativas estudas, observando a melhor relação entre custo e riscos.

5. Elaboração do plano de migração:

Conhecida a alternativa de migração a ser adotada, o órgão deve elaborar um plano para executá-lo.

Maiores informações sobre a metodologia pra migração de softwares aplicativos com similar livre compatível, consulte Guia para Elaboração de Planos de Migração para Software Livre de Aplicativos Legados.

 

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