| Audiência Pública debate importância do Software Livre |
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A metáfora é, no mínimo, deliciosa: comparar software a lasanha. A ousadia foi do gerente de tecnologia e de inclusão digital do Banco do Brasil, Doralvino Sena, para quem o software proprietário é como a lasanha comprada no supermercado – não se sabe o que tem dentro – e o software livre, como a receita feita em casa – conhece-se bem os ingredientes. Levando em conta o “sabor” dos softwares, o debate demonstrou que o software livre é mais que gostoso. Além de economia, ressalta Doralvino, usar e disseminar o uso das plataformas livres tem seu viés ideológico: o fato de saber o que tem dentro e poder modificá-los promove a apropriação da tecnologia pelas pessoas. No Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca), essa apropriação é rotina. Segundo o coordenador de cultura digital do equipamento, Paulo Amoreira, o centro oferece cursos na áreas de desenvolvimento de jogos eletrônicos e ilustração em 3D. Apropriar-se da tecnologia e das ferramentas livres, para ele, também leva ao empreendedorismo. A opção de criar a própria empresa de tecnologia da informação foi levantada pelo professor do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Ceará (Ifce), Robson Siqueira, que também lembrou a necessidade de regulamentação profissional para quem atua na área. Já Andreia Saraiva, da ONG Ceará em Foco: Antenas e Raízes, ressaltou a capacidade dos cearenses de se destacarem nessa área. Segundo ela, usuários da Casa Brasil, projeto do Governo Federal que trabalha a inclusão digital em comunidades de baixa renda, ganharam habilidades que os capacitaram para desenvolver projetos em robótica. “Nós somos extremamente criativos. Se houver investimento, não tem quem segure nosso Ceará.” |
